Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Permita-se

Deixe-se acreditar

Mombojó

Composição: Felipe S. e China

Eu quero um samba pra me aquecer
Quero algo pra beber, quero você
Peça tudo que quiser
Quantos sambas agüentar dançar
Mas não esqueça do seu trato
Da hora de parar
Só vamos embora quando tudo terminar
Eu vou te levar aonde você quer chegar
Eu tenho a chave nada impede a vida acontecer
Deixe-se acreditar
Nada vai te acontecer
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema
Esse é o reino da alegria

Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema

Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria
Tudo pode ser
Nada vai acontecer

Eu quero um samba pra me aquecer
Quero algo pra beber, quero você
Peça tudo que quiser
Quantos sambas agüentar dançar
Mas não esqueça do seu trato
Da hora de parar
Só vamos embora quando tudo terminar
Eu vou te levar aonde você quer chegar
Eu tenho a chave, nada impede a vida acontecer
Deixe-se acreditar
Nada vai te acontecer
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema
Esse é o reino da alegria

publicado por luzinhaborges às 06:29
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O Sol

A tarde ardia com cem sóis.
O verão rolava em julho.
O calor se enrolava
no ar e nos lençóis
da datcha onde eu estava.
Na colina de Púchkino, corcunda,
o monte Akula,
e ao pé do monte
a aldeia enruga
a casa dos telhados.
E atrás da aldeia,
um buraco
e no buraco, todo dia,
o mesmo ato:
o sol descia
lento e exato.
E de manhã
outra vez
por toda a parte
lá estava o sol
escarlate.
Dia após dia
isto
começou a irritar-me
terrivelmente.
Um dia me enfureço a tal ponto
que, de pavor, tudo empalidece.
E grito ao sol, de pronto:
"Desce!
Chega de vadiar nessa fornalha!"
E grito ao sol:
"Parasita!
Você, aí, a flanar pelos ares,
e eu, aqui, cheio de tinta,
com a cara nos cartazes!"
E grito ao sol:
"Espere!
Ouça, topete de ouro,
e se em lugar
desse ocaso
de paxá
você baixar em casa
para um chá?"
Que mosca me mordeu!
É o meu fim!
Para mim
sem perder tempo
o sol
alargando os raios-passos
avança pelo campo.
Não quero mostrar medo.
Recuo para o quarto.
Seus olhos brilham no jardim.
Avançam mais.
Pelas janelas,
pelas portas,
pelas frestas,
a massa
solar vem abaixo
e invade a minha casa.
Recobrando o fôlego,
me diz o sol com voz de baixo:
"Pela primeira vez recolho o fogo,
desde que o mundo foi criado.
Você me chamou?
Apanhe o chá,
pegue a compota, poeta!"
Lágrimas na ponta dos olhos
- o calor me fazia desvairar -
eu lhe mostro
o samovar:
"Pois bem,
sente-se, astro!"
Quem me mandou berrar ao sol
insolências sem conta?
Contrafeito
me sento numa ponta
do banco e espero a conta
com um frio no peito.
Mas uma estranha claridade
fluía sobre o quarto
e esquecendo os cuidados
começo
pouco a pouco
a palestrar com o astro.
Falo
disso e daquilo,
como me cansa a Rosta,
etc.
E o sol:
"Está certo,
mas não se desgoste,
não pinte as coisas tão pretas.
E eu? Você pensa
que brilhar
>é fácil?
Prove, pra ver!
Mas quando se começa
é preciso prosseguir
e a gente vai e brilha pra valer!"
Conversamos até a noite
ou até o que, antes, eram trevas.
Como falar, ali, de sombras?
Ficamos íntimos,
os dois.
Logo,
com desassombro,
estou batendo no seu ombro.
E o sol, por fim:
"Somos amigos
pra sempre, eu de você,
você de mim.
Vamos poeta,
cantar,
luzir
no lixo cinza do universo.
Eu verterei o meu so
e você o seu
com seus versos."
O muro das sombras,
prisão das trevas,
desaba sob o obus
dos nossos sóis de duas bocas.
Confusão de poesia e luz,
chamas por toda a parte.
Se o sol se cansa
e a noite lenta
quer ir pra cama,
marmota sonolenta,
eu, de repente,
inflamo a minha flama
e o dia fulge novamente.
Brilhar pra sempre,
brilhar como um farol,
brilhar com brilho eterno,
gente é pra brilhar,
que tudo mais vá pro inferno,
este é o meu slogan
e o do sol.



1920


Maiakovski (trad. Augusto de Campos)



publicado por luzinhaborges às 06:25
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
À flor da pele
Pois bem; aguardo a tão esperada canção pra aqui por;

Mas bem.. há algo que eu queria por em algum lugar, mas não soube onde, então pensei aqui ser o lugar mais oportuno.

Sim... "Ando tão a flor da pele, que qualquer cena de novela me faz chorar..."

E tenho ouvido falar bem naquela banda de engenheiros...

E ouvir engenheiros tem me dado vontade de chorar... aquilo que chamamos de catarse... né?



Enfim... algumas coisas, ou muitas coisas tem me feito feliz e sorrir ultimamente!!! ^^


Mas por enquanto é isso.

**

Eu que falei: "nem pensar..."
Agora me arrependo, roendo as unhas
Frágeis testemunhas
(...)
Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
Teu olhar sempre distante sempre me engana
(...)
música: Refrão de Bolero - Engenheiros do Havaii

publicado por luzinhaborges às 15:46
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Sábado, 16 de Junho de 2007
Namorados

Mais uma vez compilado. Mas enfim... Mesmo triste, naquele dia eu tava feliz... E compus uma canção que se perdeu porque pra mim não era pra ser. Mas pro mundo. Mas se salvou porque numa repentina imagem ela se gravou. E em breve aqui estará... mas por enquanto... acho que é isso mesmo... isso e tudo mais. Tudo mais.

 

 

E ter ou não... o que eu mereço e não mereço.

 

*

 

Namorado: ter ou não ter, é uma questão

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquestas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem quindim, vrisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreenção ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical do Metro.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quantal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe de baixo de sua janela.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido
Enlou-cresça!"

Carlos Drummond de Andrade

 

 

Cheiro.


música: Stellar - Incubus

publicado por luzinhaborges às 20:08
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Domingo, 10 de Junho de 2007
é...
por enquanto, somente algumas compilações...


cheiro.
sinto-me: ainda não sei;
música: Dig - Incubus

publicado por luzinhaborges às 18:22
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Ser..
Copiado de um perfil do Orkut:


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente
quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente
quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos
e os corações aos tropeços.


Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho
quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos...


Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da
sua má sorte ou da chuva incessante.


Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de
iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que
desconhece ou não responde
quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre
que estar vivo exige um esforço muito maior que o
simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um
estágio esplêndido de felicidade.


Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !




Pablo Neruda

publicado por luzinhaborges às 18:01
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One

One (tradução)

U2

Composição: Indisponível

One (Um)


Está melhorando?
Ou você se sente a mesma?
As coisas ficarão mais fáceis
Agora que você tem alguém para culpar

Você diz
Que só há um amor
Uma vida
Quando só há uma necessidade na noite
Um amor
Temos que compartilhá-lo
Ele te abandona, querida
Se você não cuidar dele

Eu te desapontei
Ou deixei um gosto ruim em sua boca?
Você age como se nunca tivesse tido amor
E quer que eu fique sem

Bem, já está tarde demais
Esta noite
Para trazer o passado à tona
Nós somos Um,mas não somos iguais
Temos que nos ajudar
Nos ajudar
Um...

Veio aqui pra obter perdão?
Veio aqui pra ressucitar os mortos?
Veio dar uma de Jesus
para os leprosos que você imagina?

Eu te pedi muita coisa?
Pedi demais?
Você não me deu nada
E isso agora é tudo que tenho
Nós somos Um,mas não iguais
Nós nos machucamos e repetimos a dose
Você diz
Que o amor é um templo
Que o amor é a lei maior
Você me pede para entrar,mas depois faz eu me arrastar
Não posso me agarrar ao que você tem
Quando tudo que você tem é dor

Um amor
Um sangue
Uma vida,faça o que você deve fazer
Uma vida
Juntos
Irmãs,Irmãos
Uma vida
Mas não somos iguais
Nós temos que nos ajudar
Nos ajudar
Um


Tirado de: http://u2.letras.terra.com.br/letras/69863/
sinto-me: nem sei
música: One - U2

publicado por luzinhaborges às 17:57
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007
novo meu .. eu.

.

 

milhões de coisas.

 

 

 

em falta com este blog.

 

 

 

milhares de milhões de coisas.

 

 

 

muito a dizer.. mas depois.

 

 

 

pra agora somente uma coisa:

 

 

 

(...)

 

 

"Uma só coisa não se aconteceu, um beijo entre aqueles que se amavam e não pintaram em grandes paredes de veludo, que se amavam... Não se beijaram pelo intragável, anti-romântico e infeliz motivo de não terem professado o seu amor..." V.M.

 

 

 

ai que dor.

 

 

 

té.

.


música: sentimental - los hermanos

publicado por luzinhaborges às 15:14
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007
Foi este!

Sim, foi este que foi utilizado. Foi exatamente isto... Era extamente isto que se sentia.

 

Mas eu sei... agora está tudo bem. Está tudo bem sim. Eu sei que tá.

 

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

Sentimental

 

Los Hermanos

Composição: Rodrigo Amarante

 

O quanto eu te falei que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver

 

Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar.

 

De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir

 

Ela é mais sentimental que eu!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.

 

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa

 

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.

 

 


música: Sentimental - Los Hermanos

publicado por luzinhaborges às 19:47
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007
Poema

Utilizei-o dia desses... Me trouxe alguns amadurecimentos.

 

---
Em certos tempos
Há que nos fazer
Mudar o curso das vidas
Outrora quereria mudar
E outrem aparece enfim
Uma repentina forma
Outrem aparece
Nos ouvem
Nos olham
Nos falam
E se sente o que não se sabe
Não se sentira assim antes
Mas vem, de outrem vem
É que a vida nos desperta
E então vemos que estávamos [inertes]
E aí tropeçamos em nossos próprios pés
Amizade que se une
Em um sentimento [ainda] maior
Mas ainda assim
Que se sabe respeitar
E aceitar
E que se sabe
Que não se pode separar vidas
A menos que estas se separem sozinhas
Que não se pode separar vidas
[para juntar outras]
A menos que estas se juntem sozinhas (...)
Sabe-se que tudo se pode definir
Tudo se pode decidir
Tudo se pode querer
Tudo se pode ter
A menos que tudo se resolva
Quereria sim [ter]
Que se unissem as vidas
---


publicado por luzinhaborges às 04:30
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